No mês de dezembro encerrei meu contrato de trabalho na Fundação CASA Taubaté/SP, e tenho certeza que algumas das pessoas com quem convivo, e me viram falar com tamanha paixão da minha função na medida sócia educativa não entenderam a minha decisão.
Vamos a uma breve reflexão; depois de um ano adentrando todos os dias o prédio das grades amarelas, percebi que estava limitada em possibilidades, cai em profunda análise dos meus objetivos profissionais, e decidi alçar outros vôos. Entendi a medida sócia educativa, entendi sua essência, seus ranços, impasses e também a luta de quem até no intervalo da respiração vivencia, e experimenta essa realidade com dedicação sobre-humana.
Conheci profissionais fantásticos, e não posso deixar de citar a Diretora da Unidade Maria Moradei, uma pequena grande mulher que administra um caldeirão de situações com maestria, humanidade e ética; alguém com quem aprendi muito, e muito trago comigo.
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A escolha de uma carreira se dá ao longo de um processo; embora pareça que ela acontece lá no 3º ano do ensino médio. Hoje trabalho com orientação profissional como O.E de um colégio tradicional de ensino médio, e esbarro freqüentemente na ansiedade do jovem nesta fase de escolha; o que me traz subsídios para promover uma ampla discussão de como tornar esse momento apenas parte do processo. Trabalhar a orientação profissional requer do profissional de O.E um posicionamento de pesquisa constante no que tange a prática pedagógica.
Hoje temos propostas de aplicação de projetos maravilhosos com este objetivo.
Seria desejável que os profissionais de educação tivessem domínio da proposta de trabalhar com projetos; pois são ricos e funcionais, mas, sabemos que não é isso que acontece.
Os professores e coordenação muitas vezes estão preocupados com a gestão da escola no que se refere a cumprimento de prazos, e relatórios repetitivos, o medo da mudança, e a quebra da rotina com novas propostas quase sempre não são bem vindas.
No meu caso pelo fato de ser um colégio de franquia, com métodos e posturas definidas, e muito práticas; a orientação profissional é constituída de testes vocacionais, central de vestibulares com toda disposição de vestibulares no país, atendimento semanal em grupo para os primeiros anos do ensino médio, atendimento individual para todos os alunos e o meu projeto anual que envolve dinâmicas de grupo, passeios temáticos, oferta de palestras e contato com profissionais de diversas áreas, há consistência, coesão de equipe, e continuidade.
A notícia que eu tenho é que fica inviável trabalhar orientação profissional na escola continuamente sem um bom projeto; mesmo com um aparato pronto normal em um colégio de franquia há a necessidade de ter um roteiro de atividades que nada mais é que um projeto.
1º passo
Definições de parâmetros:
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